Dentre todas as vantagens da aplicação da tecnologia digital no campo da literatura, talvez a mais efetiva e salutar delas seja a democratização do acesso às obras. Com a digitalização dos livros, já é possível, por exemplo, a uma pessoa em qualquer lugar do mundo acessar o acervo da Biblioteca Nacional (BN), cujo endereço físico está no centro do Rio de Janeiro, e baixar, em PDF, livros como “O Cortiço”, de Aluízio Azevedo, ou “O Alienista”, de Machado de Assis.
Por enquanto, do acervo da BN, o maior do país, estão disponíveis apenas obras em domínio público – passados 70 anos da morte do autor – o que soma cerca de 600 títulos. Mas está em curso um projeto para ampliar o acesso a esse acervo, implementando o serviço de empréstimo de e-books e incluindo, dessa forma, obras que ainda têm direitos autorais e precisam de proteção contra sua disseminação indiscriminada.
Conheça o site da Biblioteca Nacional Digital: http://bndigital.bn.br.
Para se ter uma ideia da dimensão dessa mudança, a BN tem em média 5.000 visita por mês, enquanto que a BN Digital teve em 2011 mais de 120 mil acessos ao mês. “Esse número vai dobrar, triplicar, à medida que aumentarmos o acervo”, comenta Ângela Bittencourt, coordenadora da BN Digital.