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Feiras e eventos literários terão apoio em cinco regiões do Brasil


A Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura (MinC) divulgou nesta terça-feira (19) a lista de projetos selecionados, classificados e desclassificados do Edital 2014 de Apoio ao Circuito de Feiras de Livros e Eventos Literários. Das 63 propostas habilitadas, 59 foram classificadas e as 10 com maior pontuação foram selecionadas para receberem aportes entre R$ 123,4 mil e R$ 176,8 mil. No total, o apoio financeiro do MinC será de R$ 1,5 milhão.

Obras Raras ao Alcance dos Dedos


No dia 28 de janeiro de 1808, Dom João de Bragança, príncipe-regente de Portugal, assinou a carta de Abertura dos Portos às Nações Amigas. O decreto, feito quatro dias depois da chegada da família real no Brasil, marcava o fim do pacto colonial e abria nossos portos às nações amigas para o livre comércio dos produtos brasileiros.

Esse fato, estudado nos livros de história, pode ser hoje acessado por qualquer estudante do planeta por meio da internet. E sem custo algum. Essa é apenas uma das muitas surpresas que a Biblioteca Nacional Digital (BNDigital) apresenta entre os mais de 740 mil itens que já foram digitalizados, ou, mais de dez milhões de páginas digitalizadas. Esse trabalho de digitalização começou em 2006 e, a partir de 2008, a BNDigital passou a receber aporte financeiro do MinC.

Você também pode ter acesso à primeira edição de Os Lusíadas, de 1572, de Camões; ou a Bíblia de Moguncia, de 1462. E a outras raridades, como a Coleção Thereza Christina Maria, doada à biblioteca pelo próprio Imperador Dom Pedro II. Com partituras, mapas, gravuras e fotos, a coleção é considerada Memória do Mundo pela UNESCO.

Para Ângela Monteiro Bettencourt, coordenadora da BNDigital, a digitalização do acervo vai democratizar e preservar os documentos. "É um trabalho para todos os brasileiros se orgulharem," diz Ângela. Os documentos são digitalizados em alta resolução, numa cópia fac-similar perfeita. Depois, a população pode consultá-las à vontade, sem precisar manipular o original e correr o risco de estragá-lo.

Com 300 mil acessos por mês, a BNDigital se orgulha de incluir a maior hemeroteca brasileira. 

Educação e Cultura em Verso



Começam a ser executados os primeiros projetos financiados pelo Mais Cultura nas Escolas, programa dos ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) que destinará R$ 100 milhões para a promoção de atividades culturais em 4,8 mil escolas públicas brasileiras. Um exemplo é o projeto Poesia na Escola, que está sendo implantado pela poetisa mineira Dayanne Timóteo no Centro de Ensino Médio do Riacho Fundo I, região de baixa renda no Distrito Federal. Até o fim do ano, cerca de 250 alunos da escola participarão de atividades ligadas à poesia. Serão realizadas oficinas de declamação, jornalismo, produção cultural, fotografia e cordel.

Cinemateca inicia a digitalização do acervo

Seguindo uma tendência mundial, a Cinemateca Brasileira começou o processo de digitalização de parte do seu acervo e deve finalizá-lo até o final deste ano. As películas fazem parte da coleção da Programadora Brasil, um conjunto de 967 títulos, organizados em 295 programas, entre obras independentes brasileiras e as que foram contempladas com leis de incentivo público. 

O acervo da Cinemateca passará pelo mesmo processo, conforme se faça necessária a preservação de cada película. A Cinemateca tem um patrimônio de 200 mil rolos de filmes entre curtas, longas e cinejornais.

A equipe de preservação da Cinemateca é formada por sete pessoas. Quando uma obra está em processo de degradação é feita a restauração e, posteriormente, a digitalização, para ficar acessível para o uso. 

Fundada em 1940 por estudantes da USP como Paulo Emílio Salles Gomes, Antonio Cândido e Décio de Almeida Prado, a Cinemateca possui um dos maiores acervos da América Latina. 

Depois de digitalizadas, essas obras serão licenciadas para, então, serem distribuídas. Péder Moras, coordenador do laboratório de som e imagem da Cinemateca, explica que não há como ficar fora desse processo. "O mercado digital bate à nossa porta. Em pouco tempo, estaremos totalmente digitalizados. Cabe a nós preservarmos e cuidarmos desse material que estamos produzindo agora, em plataformas como smartphones e câmeras digitais, por exemplo" diz. 

Essa mudança faz parte de um processo maior que começou com as salas de cinema, que passam a usar a plataforma digital. Para acompanhar essa mudança, terão que trocar todo o seu sistema de projeção, já que a partir de julho, os grandes estúdios americanos não terão mais obrigação de distribuir películas. 

O sistema escolhido pelo Brasil é o Virtual Print Fee (VPF), ou, numa tradução livre, taxa de cópia virtual. Nesse sistema, o custo da digitalização será pago ao longo dos anos, em parte pelos próprios exibidores, em parte pelas empresas distribuidoras. Os custos da distribuição digital, com o tempo, serão significativamente mais baratos que os da analógica. 

O programa Cinema Perto de Você, promovido pelo Ministério da Cultura por meio da Agência Nacional de Cinema (Ancine), já financiou a modernização e digitalização de 250 salas de cinema em todo o Brasil.

Mais cultura chega a 4,8 mil escolas em todos país

Começam a ser executados a partir deste mês de julho os 4.823 planos de atividades culturais selecionados pelo Mais Cultura nas Escolas, programa lançado pelos ministérios da Cultura e da Educação com objetivo de levar atividades culturais a escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o Brasil. Nesta primeira etapa, estão sendo repassados às escolas selecionadas cerca de R$ 100 milhões. Cada projeto irá receber entre R$ 20 mil e R$ 22 mil. 

O Mais Cultura nas Escolas pretende potencializar processos de ensino e aprendizado por meio da democratização do acesso à cultura e da integração de práticas criativas e da diversidade cultural brasileira à educação integral, promovendo o diálogo entre escola e comunidade. Os recursos devem ser usados na contratação de serviços culturais relacionados às atividades artísticas e pedagógicas. Os projetos contemplados devem ter duração de, no mínimo, seis meses, podendo ser estendidos ao próximo ano letivo.

A Biblioteconomia de Luto

A Fundação Biblioteca Nacional e todos os seus colaboradores externam pesar pelo falecimento, aos 92 anos, do Professor Edson Nery da Fonseca no último dia 22.

Nascido em 1921, Edson Nery da Fonseca, aos vinte e cinco anos, vem para o Rio de janeiro onde vem a cursar Biblioteconomia, na Biblioteca Nacional, motivado por sua nomeação para a Diretoria de Documentação e Cultura da Prefeitura Municipal do Recife. Ali, em 1946, funda o 1° curso de Biblioteconomia do Nordeste, que dirige até 1951.

Em 1954, novamente no Rio de Janeiro, chefia a Biblioteca Demonstrativa Castro Alves. Entre os anos de 1956 e 1960 preside a Associação Brasileira de Bibliotecários. Autor de inúmeras obras, com destaque para a Biblioteconomia, Nery da Fonseca aposentou-se em 1991 aos 70 anos como professor da UnB, instituição na qual recebeu o título de Professor Emérito.

Em 2011, recebeu o Título do Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco.

O Professor Edson Nery da Fonseca além do exemplo na luta pela importância da Biblioteconomia e da preservação da memória nacional, deixa um legado de inúmeras obras, dentre as quais, o destaque para os livros "Introdução a Biblioteconomia" e "Gilberto Freire de A a Z".

Fundação Biblioteca Nacional realiza mostra sobre clássico de Gilberto Freyre

Casa-Grande & Senzala, publicado em 1933, por Gilberto Freyre, é o tema da Mostra que acontece no terceiro andar da Fundação Biblioteca Nacional, aberta ao público.



A Mostra, em exibição desde 2013, homenageia os 80 anos da publicação que se tornou um dos pilares para a compreensão da formação da identidade brasileira, configurando o primeiro volume da trilogia que compõe a Introdução à História da Sociedade Patriarcal no Brasil. Na elaboração de sua obra, Freyre pesquisou inventários, relatos, diários e documentos de época e analisou questões como a miscigenação, a sociedade hibrida e escravocrata e sociedade sadomasoquista. Levantando temas como a valorização do ócio, zonas de confraternização entre senhores e escravos, remetendo a questão da escravidão em Portugal pelos mouros.

Programação cultural é inaugurada em Brasília


Na véspera da abertura oficial dos jogos mundiais 2014, o Ministério da Cultura deu o pontapé inicial para as atividades culturais que acontecerão no período do Mundial de futebol. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, esteve nesta quarta-feira (11) no Museu Nacional de Brasília para inaugurar o Espaço Cultura 2014, na capital federal. "Esse é um exemplo das várias opções que os turistas estrangeiros e os próprios brasileiros terão para conhecer a grande diversidade da Cultura do nosso país", afirmou.


Os Espaços Cultura serão locais temporários de divulgação cultural nas 12 cidades-sede que também terão telões para exibição dos projetos audiovisuais. "Os totens estarão em todas as cidades-sede com informações sobre manifestações culturais, os museus importantes em cada local e a variedade da gastronomia. As pessoas poderão conhecer o Brasil além do futebol, do carnaval e do samba", explicou a ministra ao falar sobre os painéis interativos que estão dispostos nos Espaços Cultura.

Sete das cidades-sede receberão ainda o programa Vitrines Culturais, com exposições e vendas de artesanatos de todo o país. Manaus, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre terão cerca de 25 mil peças dentro dos Espaços Cultura.

Grande Dança Brasil


Brasília também sedia nesta noite a primeira apresentação da Grande Dança Brasil 2014, elaborada pelos coreógrafos Carlinhos de Jesus e Octávio Nassur.Em formato de flash mob, serão realizados 48 eventos como este em todas as cidades-sedes. 

Concurso Cultura 2014


Além disso, apresentações promovidas pelo Ministério da Cultura mostrarão aos brasileiros e aos turistas estrangeiros atividades de música, teatro, circo, dança e literatura. O edital Concurso Cultura 2014 contratou 142 projetos culturais de todo país para realização de apresentações nas cidades-sede da Copa. 

Exposições


A ministra Marta Suplicy visitou a exposição Entrecopas, aberta nesta quarta-feira no Museu Nacional. Com curadoria de Wagner Barja, a mostra reúne obras produzidas em 1950 e em 2014 - anos em que o Brasil sediou a Copa do Mundo – com artistas como Cildo Meireles, Lygia Clark, Irmãos Campana, Zanine Caldas, Mario Cravo Neto, Daniel Senise e Maria Bonomi.

O projeto Vamos Jogar Bola! também já pode ser conferido pelo público de Brasília. A exposição foi idealizada pelo fotógrafo Beto Barata, que registrou de 2012 a 2014 imagens de toda a região do Distrito Federal de jovens participando de jogos amadores de futebol. Para a mostra foram selecionadas 43 imagens. O livro bilíngue, com 110 fotografias, textos e entrevistas de Clara Arreguy, também foi lançado na ocasião.

Marta Suplicy comemora aprovação do CULTURA VIVA no Senado

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, comemorou a aprovação pelo Senado do Projeto de Lei do Programa Cultura Viva. Foi agora à noite, após o plenário votar o projeto, que voltará à Câmara dos Deputados para ratificação.

"Cultura Viva é um sonho de 10 anos que se torna política de Estado. Aprovamos no Senado hoje; na próxima semana será na Câmara dos Deputados", disse a ministra.

Seminário na Casa de Rui Barbosa

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou da abertura do "I Seminário Internacional Instituições nefandas: a agonia da escravidão e da servidão nos Estados Unidos, Rússia e Brasil", nesta terça-feira (20), no Rio de Janeiro. O evento é promovido pela Fundação Casa Rui Barbosa (FCRB), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).